segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

RINOTRAQUEITE?ASMA?/DERMATOFITOSE.FELINO.PERSA.FÊMEA.1,5 ANO

Felino chegou à clinica com 5 meses apresentando diarréia pastosa e fétida.
Proprietário relatou que animal havia comprado de um gatil há mais ou menos 1 mês.

Feito exame de fezes pelo método de WILLIS,e SACAROSE.

NO EXAME DE SACAROSE FORAM OBSERVADOS CISTOS DE GIÁRDIA.



cistos de giárdia pelo método de sacarose.

Foi receitado giardicid (metronidazol+sulfa)por 15 dias.

Animal voltou 1 mês depois com ruídos respiratórios, secreção nasal purulenta, estertor pulmonar.
Foi receitado synulox e realizado HEMOGRAMA,o qual:
na série vermelha não apresentou alterações
proteinas totais resultaram em 8,2g/dl(6-8),
e na série branca;
os leucócitos totais estavam 10.700/mm3
não tendo alterações significativas na contagem do diferencial e alterações morfológicas.

contagem plaquetária:500.000/mm3 (280-680.000)

Dois meses após,animal voltou à clinica com lesões crostosas no dorso, os pêlos eram facilmente removidos e também apresentava pododermatite em membro posterior direito.
Foi coletado uma pequena amostra para CULTURA DE FUNGOS.

Após cerca de 21 dias houve crescimento de Microsporum sp.

Observados em microscopia a presença de macroconídeos de Microsporum (DERMATOFITOSE).
Receitado Cetoconazol por 60 dias e banhos com xampu anti-fúngico.

Alguns dias após animal voltou com a mesma queixa e disse que não havia iniciado tratamento.
Havia várias lesões crostosas eritematosas com contaminação bacteriana.
Receitado Baytril por 10 dias e explicado sobre importância do tratamento anti-fúngico.

Um mês depois,animal voltou com intensa secreção nasal purulenta,dificuldade respiratória e estertor pulmonar.
Receitado Synulox de novo por 15 dias + aplicação de INFERVAC.
Feito também inalação por 15 minutos.

Cinco meses depois, animal retornou com piodermatite generalizada!
Realizado aplicação de INFERVAC+antibiótico de longa duração (Penikel).
Receitado novamente banho com xampu e Baytril por 15 dias.
Uma semana depois,proprietário retornou à clínica,e foi aplicado INFERVAC novamente e receitado ITL por 30 dias.

Quinze dias depois animal voltou com secreção purulenta nasal e ocular, dificuldade respiratória e estertores pulmonar.
Aplicado amoxicilina + bissolvon+antiinflamatório não esteroidal (AINE-ketofen).
Feito novamente inalação e encaminhado para internação.

Realizado HEMOGRAMA;
Série vermelha:
não houve alterações dignas de nota, e
as proteinas plasmáticas totais eram agora de 9,4g/dl (6-8g/dl)!!
Série branca, agora os leucócitos totais estavam,
27.600/mm3
diferencial de
neutrófilos segmentados: 17112 (62%)aumentados-neutrofilia (2.500-12.500)
linfócitos:7452 (27%)aumentados-linfocitose (1.500-7.000)
eosinofilos:2760 (10%)aumentados-eosinofilia (100-750)
monócitos:276 (1%)normal (50-850)
com moderada presença de linfócitos reativos.
contagem plaquetária: 410.000.

Aconselhado a realização de RAIO-X de seios nasais e receitado rinofluimucil nasal e sessões de inalação.

Quatro meses animal voltou com quadro severo, piora do quadro, presença de secreção nasal purulenta e dificuldade respiratória.
Aplicado antibiótico CONVÊNIA +Bissolvon.
Realizado HEMOGRAMA;
SÉRIE VERMELHA mais uma vez não demonstrou alterações
e as proteinas plasmáticas totais ainda altas, no valor de 8,6g/dl (6-8g/dl).

Série branca,
contagem total de leucócitos:9.200/mm3 (5,5-19.500/mm3)
e no diferencial
única alteração observada foi
eosinófilos:920 (10%)-aumentados mais uma vez

contagem plaquetária.555.000/mm3.


Protozoários do gênero Giardia são parasitos flagelados que habitam o trato intestinal de uma ampla variedade de espécies de vertebrados, listados entre os patógenos gastrintestinais mais importantes na Clínica Médica de Pequenos Animais (PORTELLA, et al,2001). A giardíase é uma zoonose freqüente em animais de companhia, embora haja pouca informação sobre sua prevalência em cães e gatos no Brasil (SMITH,et al,1996;MARTINS,et al,2006). A espécie mais estudada, Giardia intestinalis (sinonímias: G. duodenalis; G. lamblia) infecta, além de cães e gatos, outras espécies de mamíferos, inclusive seres humanos.
Cistos (formas infectantes) são eliminados juntamente com as fezes e podem permanecer viáveis por vários meses em ambientes úmidos (BARR,2006). A transmissão é fecal-oral e a infecção de um hospedeiro em potencial pode ocorrer pela ingestão de água, alimentos ou fezes contendo cistos (DUBEY,1993;REY,2001;BARR,2006). Nos gatos, o período pré-patente varia de 5 a 16 dias (BARR,2006).
O sinal clínico mais comum da giardíase é intestinal, com eliminação de fezes pálidas, de consistência diminuída ou aquosas e fétidas. As diarréias podem ser agudas, crônicas ou intermitentes (GULLAHORN,2000;SOUZA,et al,2003). Entretanto, os animais podem se tornar portadores assintomáticos, eliminando cistos continuamente e, portanto, mantendo o ambiente rico em formas infectantes (DUBEY,1993). Gatos adultos raramente apresentam manifestação clínica da infecção, ao contrário de filhotes ou jovens imunocomprometidos ou mantidos em grupos (BARR,2006).
No Brasil o diagnóstico laboratorial da infecção é realizado rotineiramente por exames coproparasitológicos (VAN KEULEN,et al,2002;ARAUJO,et al,2005) e, como a liberação de cistos nas fezes é intermitente e sua identificação difícil, estima-se que a presença da infecção seja erroneamente diagnosticada (DUBEY,1993;REY,2001;DECOCK,2003;SOUZA,et al,2003).



As dermatofitoses dos cães e gatos constituem zoonoses de importância, uma vez que estes são, dentre os animais domésticos, os que mantêm mais estreito contato com as crianças, altamente susceptíveis a esses processos (COSTA et al., 1994).
Os dermatófitos que mais freqüentemente infectam os animais são o Microsporum sp e o Trichophyton sp. Esses gêneros podem ser divididos em três grupos com base no habitat natural: geofílico, zoofílico e antropofílico. Os dermatófitos geofílicos, normalmente habitam o solo. Os dermatófitos zoofílicos, tornaram-se adaptados aos animais e apenas raramente são encontrados no solo. Os dermatófitos antropofílicos, tornaram-se adaptados aos humanos e não sobrevivem no solo (MULLER et al., 1996).
Em cães e gatos, dermatófitos zoofílicos como Microsporum canis e Trichophyton mentagrophytes e dermatófitos geofílicos como Microsporum gypseum são os mais comuns (WILLEMSE, 1998).
A dermatofitose é uma doença extremamente contagiosa, não apenas entre os animais, mas também dos animais para o homem. O contato direto com os artrosporos e hifas é o modo de transmissão (WILLEMSE, 1998). Os dermatófitos são transmitidos por contato com pêlo e caspa infectados ou com elementos fúngicos nos animais no ambiente ou fômites (MULLER et al.,1996).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

PIF.FELINO.FÊMEA.SRD.1 ANO.




Animal foi encontrada na rua.ao exame: puliciose, boa hidratação, mucosas normocoradas.Receitado vermifugação e feito vacinação.

Alguns meses após, proprietário relatou apatia e um episódio de tosse.
Ao exame: temperatura estava 40,5, sensibilidade em traquéia.
coletado HEMOGRAMA:
que foi observado anisocitose e policromasia.

e proteinas totais: 11g/dl (6-8g/dl).
Receitado antibiótico (synulox por 10 dias).

hemácias em rouleaux devido a hiperproteinemia.
diversos neutrófilos segmentados.

Seis dias após o exame,animal retornou a clínica com sensibilidade abdominal e temperatura de 39,8c.
receitado amoxicilina+ac.clavulonico e aconselhado US que nada foi observado.

Um dia após foi feito exame de urina, o qual no exame quimico constatou-se glicose + (30mg/dl).
medido glicemia em seguida:115mg/dl (60-120mg/dl).
Trocado antibiotico pela enrofloxacina por 10 dias.

Seis dias após retornou á clínica para retorno.
Ao exame sua temperatura estava 39,2c
animal estava apático,mais magro, e proprietário relatou que não "subia mais na cortina" como gostava de fazer.
sensibilidade em coluna.
Aplicado corticóide,se nao melhorar aconselhado RAIO-X.
Receitado corticóide por 3 dias e observar.

Raio-x de coluna uma semana após: nada foi observado.
Feito no mesmo dia sorologia para FIV/FELV o qual deu NEGATIVO.
Temperatura estava 40.5c.

Um mês após,voltou à clinica apresentando abscesso em flanco.
Foi drenado grande quantidade de pus.Feito curativo.
Receitado cat lysin por 90 dias.

abscesso em flanco.

Dois dias após,voltou para medir glicemia: 159mg/dl.
Feito fluidoterapia+ alimentação forçada e coletado sangue para HEMOGRAMA.
hematócrito-27,7% (24-45%)
LEUCÓCITOS TOTAIS:32.400
segmentados: 28188 (87%)
linfócitos:3240 (10%)
eosinofilos:324(1%)
monocitos 648 (2%)
e proteinas totais;8,4g/dl.
contagem plaquetária: 635.000mil/mm3 (230-680)
animal ficou internado em um hospital 24hs.
Tratamento com metronidazol+dipirona+enrofloxacina
e alimentação forçada duas vezes ao dia.

Três dias após voltou à clínica; foi medido glicemia:140mg/dl
administrado insulina 0,3U DUAS vezes ao dia.
No dia seguinte foi medido novamente,de resultado 170mg/dl
e na parte da tarde:39mg/dl.

No dia seguinte de manhã novamente foi medido glicemia:145mg/dl
e de tarde:35mg/dl.

Dois dias após,foi feito novamente RAIO-X:decíbito direito com opacificação de campos pulmonares de aspecto difuso , com espessamento de algumas paredes brônquicas.
E foi realizado US que nada foi encontrado.

Dez dias após foi aconselhado o a sorologia de CORONAVÍRUS
de resultado 1/2000.
O título de anticorpos para coronavírussó é significativo em valores muito altos e se estão presentes os sinais clínicossuspeitos, pois gatos saudáveis ou com outras doenças também possuemanticorpos contra CORONAVIRUS FELINO. Segundo Hartmann et al. (2003), diagnóstico definitivopara PIF baseado em variáveis do soro não é possível, testes sorológicos devemser usados para facilitar a decisão de utilizar um método diagnóstico mais invasivo.Um título de anticorpos negativo para coronavírus indica que o felino nãoapresenta infecção pelo VPIF, pois 96,6% dos gatos soronegativos paracoronavírus não se encontram infectados pelo VPIF. No entanto, alguns animaissão soronegativos, mesmo sendo diagnosticados anteriormente com PIF atravésde achados histopatológicos.
Em alguns laboratórios, porém, há a utilização destes testes e o mais utilizado é a imunofluorescência indireta (IFI).
•Titulação superior a 1: 3200: freqüentemente associado à PIF,principalmente em sua forma não efusiva;
•Titulação entre 1: 25 e 1: 3200: suspeito, pois há casos de animais tantocom títulos altos como com títulos baixos para FcoV serem portadores dePIF.
•Titulação abaixo de 1: 25 negativo; o gato não teve contato com o vírus ousuperou uma infecção produzida por coronavírus
Administrado papinha hills como alimentação forçada+cat lysin+ metronidazol+enrofloxacina duas vezes ao dia.

Dois dias após foi acrescentado INFERVAC SC.
Realizado exame de relação entre PROTEINA TOTAL+GLOBULINA
proteinas totais-7,6g/dl (5,4-7,8g/dl)
albumina-2,30g/dl (2,1-3,9g/dl)
globulina-5,10g/dl (2,6-5,1g/dl)
obs:amostra ictérica!
Relação entre albumina: globulina de 0,45g/dl.
A concentração de proteínas totais na efusão em gatos com PIF, é geralmente alta, e consiste em mais globulinas, do que albumina, fazendo cair a relação A/G.A relação entre elas, quando menor ou igual a 0,4g/dl indica que há probabilidade de ocorrência de PIF; se for maior que 0,8g/dl,esta ocorrência diminui. Se, no entanto, a relação ficar entre 0,4 e 0,8, implica que deve-se levar em conta outros parametros (ADDIE,2004).

Feito FUNÇÃO HEPÁTICA
ALT.33,9U/l (6-83)
FA-28U/l (4-81)
Realizado HEMOGRAMA:
HEMACIAS-4,78 (5-10),
HEMOGLOBINA-5,9 (Hipoglobulinemia)
HEMATOCRITO-19%
Proteinas totais-8,0g/dl
com moderada anisocitose e policromasia
LEUCOCITOS TOTAIS-21.600 (6-19.500)
segmentados.17496 (81%)
linfócitos.3672 (17%)

LEUCOCITOSE e neutrófilos segmentados.

Glicemia-156mg/dl-administrado insulina 2U DUAS VEZES AO DIA (BID)

No dia seguinte mensurado de novo;
220mg/dl.

Menos de uma semana depois,não havendo melhora e animal emagrecendo cada vez mais,proprietária optou pela eutanásia.


observado terceira palpebra,sinal de desidratação.

Dedico esse post à gata MARIA JOAQUINA,a KIKI e a sua dona IZADORA que juntas batalharam e aguentaram até o fim.

É uma doença progressiva viral, imune-mediada que, com raras exceções, é fatal em poucas semanas. É causada por um coronavírus mutante do Coronavirus entérico, que é sensível a maioria dos desinfetantes comuns.
A transmissão ocorre por via oral. Geralmente é necessário contato prolongado com um gato infectado para que ela ocorra. O vírus pode ficar latente por meses ou anos.
A doença é influenciada pela resposta imune do animal. Os anticorpos produzidos contra os vírus levam à manifestação clínica da PIF e não à imunidade. Recentemente foi relatado que há uma susceptibilidade hereditária à doença.
Há 2 formas clínicas da PIF: efusiva e não-efusiva. Nas duas ocorrem lesões piogranulomatosas nos órgãos (sistema nervoso, olhos, intestinos, rins, fígado, etc), mas somente na forma efusiva há acúmulo de líquido nas cavidades torácica e abdominal.A taxa de morbidade da PIF raramente excede os 10%, enquanto que a taxa demortalidade se aproxima dos 100%. Todos os gatos são susceptíveis à infecçãopelo VPIF, porém a incidência é maior nos animais entre 6 meses a 5 anos deidade. (HOSKINS, 1993; CARLTON& McGAVIN, 1995).
Os sinais clínicos dependem dos órgãos que forem afetados, mas em todos os casos os gatos geralmente apresentam perda de peso, falta de apetite e febre. Mucosas ictéricas (amareladas) também são frequentes. Na forma efusiva ocorre ainda aumento de volume abdominal e dificuldade para respirar.

Na PIF não-efusiva ocorre a linfopenia, uma anemia não-regenerativa com um hematócrito de 30% ou menos e, por vezes, uma neutrofilia e desvio à esquerda. Há que ter em conta que os gatos com outras infecções crónicas podem apresentar alterações hematológicas semelhantes. A hematologia permite distinguir a PIF da Haemobartonella felis (ou anemia infecciosa felina), em que a anemia é regenerativa e poderá haver organismos visíveis nos eritrócitos.
Uma vez constatada a doença, a expectativa de vida é de no máximo dois anos (nas formas mais suaves da doença), mas geralmente é rápida e fatal, mesmo com tratamento de apoio.
O diagnóstico da PIF é particularmente difícil devido à variabilidade das manifestações clínicas e do tempo de incubação (EVERMANN et al, 1995), mas,em muitos casos, pode ser feito através da avaliação do histórico, achados clínicos, resultados laboratoriais, título de anticorpos para coronavírus e exclusão de doenças semelhantes (HOSKINS& LOAR, 1993; EVERMANN et al, 1995). Aavaliação da efusão tem grande importância no diagnóstico presuntivo (ADDIE&JARRETT, 1998), no entanto, o diagnóstico definitivo é feito através da necropsiae histopatologia (BARKER, 1993).
Não existe até o momento um tratamento efetivo para a PIF, isto não quer dizer que todos os gatos infectados virão a óbito, pois há animais que de forma natural (imunidade celular eficaz) superam a enfermidade, antes mesmo deapresentar sinais clínicos. Porém, quando há uma sintomatologia evidente dadoença, a mortalidade é próxima a 100%

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

DOENÇA DA ADRENAL/INSULINOMA.FERRET.FÊMEA.5 ANOS

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EXSUDATO INFLAMATÓRIO.FELINO.SRD.FÊMEA.3 MESES.

Felino chegou à clínica pesando 1kg, animal estava bastante magro, havia sido encontrado na rua há poucos dias.
Apresentava dispnéia respiratória.
temperatura-39,5c, mucosas pálidas e puliciose.
Ao tentar retirar amostra de sangue veia cefálica estourou muito fácil e nova tentativa foi feita na veia jugular e a mesma estourou também.
Administrado fluidoterapia subcutânea.
Dia seguinte voltou para realização de hemograma:
Hemácias.4,0 mil/mm3
Hemoglobina.6,7g/dl
proteinas totais.7g/dl
Hematócrito.22%
eritroblastos.3%

Leucócitos totais.36.600
bastonetes 1464 (4%)
segmentados.32208 (88)
linfócitos.2928 (8%)
eosninófilos. 0 (0%)
monócitos.0 (0%)

plaquetas.60.000mil/mm3
com moderada anisocitose e policromasia
observado neutrófilos tóxicos e linfócitos reativos,alguns sendo vacuolizados.

NEUTRÓFILO BASTONETE COM DISCRETA TOXICIDADE.

OBSERVADA MODERADA ANISOCITOSE E DIFERENÇA DE TAMANHO ENTRE LINFÓCITO E NEUTRÓFILO

Solicitado RAIO-X com suspeita de ruptura de diafragma.
laudo: efusão pleural.
consolidalidação lobar?

animal medicado com antibiótico, realizado fluidoterapia.
Animal a cada semana emagrecia mais e sua respiração piorava.

Drenado 6ml de líquido através de toracocentese.


Liquido de aspecto turvo
coagulação estava ausente
cor:amarelada e inodoro
densidade.>1,04
sangue.4+ (>250)
ph.7,5
leucocitos.2+
proteina.4+ (>5g/dl)

o liquido apresentava uma alta celularidade >10.000

ESFREGAÇO INTERROMPIDO.

Foi feito o hematócrito do liquido para suspeita de ruptura de baço,e o resultado sendo 12% (não sendo maior que a do sangue que era de 22%,descartando assim essa possibilddae)
não foi feito dosagem de triglicerides para possibilidade de efusão quilosa.

Na analise citológica foram observados uma grande uantidade de bactérias,tanto fagocitadas como extra celular.
Grande quantidade de neutrófilos na sua grande maioria degenerados.
Eritrofagia foi também observado e alguns linfócitos.
Grandes macrofagos foram observados.




GRANDE QUANTIDADE DE BACTÉRIAS PODEM SER OBSERVADOS DENTRO DAS CÉLULAS.


Sendo então caracterizado como EXSUDATO INFLAMATÓRIO SÉPTICO.




Os exsudatos são decorrentes do aumento da permeabilidade capilar secundária à inflamação ou estímulo quimiotático.
O exsudato contém elevada concentração de proteinas e alta contagem de células nucleadas. O teor de proteinas totais geralmente é superior a 3g/dl, enquanto a contagem celular é acima de 5.000células/microlitros. As causas infecciosas que causam formação de exsudatos incluem bactérias, fungos, vírus ou protozoários, como Toxoplasma.
As causas não infecciosas envolvem inflamação de órgãos, como pancreatite, esteatite, neoplasia inflamatória, perfuração intestinal, abscesso pulmonar e substâncias irritantes, como bile e urina (RASKIN,2003).

Principais causas de efusão pleural em felinos:
Exsudato séptico
Pleurite séptica Piotórax
Infecção com disseminação linfática ou hematógena
Feridas por mordeduras
Rupturas de estruturas mediastinais
Extensão de pneumonia
(HELOISA JUSTIN)
Os primeiros sinais clínicos da efusão pleural são imperceptíveis ao proprietário. O gato apresenta uma grande capacidade de reserva respiratória e uma habilidade em lidar com o acúmulo de líquido, limitando a sua própria atividade física, compensando desta forma a presença da efusão pleural. Num estágio mais avançado da enfermidade, os proprietários relatam como queixas principais os episódios de depressão, anorexia, perda de peso progressiva, intolerância ao exercício, tosse e dificuldade respiratória. Nos casos crônicos onde a reserva respiratória dos animais já se encontra no seu limite, torna-se prioritário uma manipulação cautelosa do gato, pois este pode vir a óbito durante o exame físico.
No exame físico, a dispnéia inspiratória é o sinal clínico mais comum. Os animais encontram-se freqüentemente em decúbito esternal com os membros torácicos em abdução. Os gatos apresentam expressões faciais de ansiedade e dificuldade em expandir os pulmões. Alguns felinos respiram com a boca aberta, o que não é comum para a espécie. Na maioria das vezes, observa-se ausência de secreção oronasal.
Na auscultação torácica, os sons cardíacos estão abafados e os sons respiratórios encontram-se aumentados dorsalmente e diminuídos ventralmente. A taquipnéia, a cianose ou a palidez de mucosas, a desidratação e a temperatura anormal podem estar presentes.

O reconhecimento da efusão pleural começa com os achados do exame físico (inspeção e auscultação) e é estabelecido pelo estudo radiográfico da cavidade torácica ou pela toracocentese. Exames complementares são fundamentais para determinar a causa da efusão pleural (HELOISA JUSTIN)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MELANOMA AMELÂNICO.CAN.SRD.MACHO.16 ANOS

Animal com nódulo pequeno em lábio inferior direito.
Testículo com aumento de volume unilateral.
Indicado orquiectomia e excisão do nódulo.
Feito exames pré operatórios
creatinina.1,05mg/dl
fosfatase alcalina.388U/l

Hemograma:
Hemácias.8,4 (5,7-7,4)
Hemoglobina.14,4 (14-18)
Hematócrito.45% (38-45)
proteinas totais.6g/dl (6-8)

Leucócitos.7.000
segmentados. 5110 (73%)
linfócitos.1190 (17%)
eosinófilos.560 (8%
monócitos.140 (2%)
plaquetas.234.000

Ultrassonografia:nódulo aderido na parede da vesícula biliar (0,8x0,5cm), cisto renal, prostata muito aumentada (6,2x8,7cm).

Após cirurgia foi feito um imprint do nódulo e enviado ao exame histopatológico.


Foram observados células mononucleares,sendo algumas com pigmentação castanha escura em seu interior.


No laudo histopatológico:
Revela epiderme e uma contigua proliferação neoplasica apresentando células arredondadas e muitas vezes alongada. Estas por vezes formando pacotes delineados por componente fibroso. Essas células apresentam citoplasmas com pouco volume e eventualmente contendo discreta pigmentação de coloração marron enegrecida. Os núcleos são arredondados ou ovalados por vezes hipercromáticos, com nucleolos ora inconspicuos, ora evidente. Figuras de mitose são observadas com moderada frequência.
Conclusão: MELANOMA AMELÂNICO.

O melanoma é um tipo de câncer proveniente dos melanócitos e o seu estabelecimento envolve diversas etapas, até a formação de um tumor invasivo e metástico. O melanoma é um dos tipos de câncer de pior prognóstico e com alta incidência de metástases. É mais comum em cães do que em gatos. Em caninos, a maior incidência é em raças com maior pigmentação, como Boxer, Cocker, dentre outras.
O melanoma é assintomático, embora o prurido possa constituir uma manifestação inicial (Kumar et al., 2005).
O tratamento utilizado é a excisão cirúrgica radical. O reaparecimento de uma doença depois da recuperação aparentemente completa da saúde e a metástase são comuns.
Os cães com melanomas orais tratados cirurgicamente apresentaram um tempo médio de sobrevivência de três meses.
Quando detectado um tumor secundário, o médico veterinário pode indicar o tratamento à base de quimioterapia ou radioterapia (Scott et al., 1996; Kümmel 1996).

OBS: A cirurgia ocorreu há 6 meses e o animal está clinicamente bem, sendo submetido a exames a cada 3 meses.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HIPERPLASIA ESPLÊNICA.CAN.POODLE.MACHO.10 ANOS

O proprietário relatou que o animal estava apresentando emese de cor amarelada nas últimas duas semanas.
Mucosas estavam normocoradas,não tinha dor à palpação,não apresentava febre,estava se alimentando bem, brincando normal.
Foi então realizado um HEMOGRAMA,
na série vermelha:
Hemácias: 8,4 (5,7-7,4milhões/mm3)
Hemoglobina:18,3 (14-18g/dl)
Hematócrito:55 (38-47%)
Proteinas totais:7 (6-8g/dl)

Na série branca:
Leucócitos totais:9.100 (6-16.000)
segmentados 7371 (81%)
linfócitos 1092 (12%)
eosinófilos 364 (4%)
monócitos 273 (3%)
e discreta presença de neutrófilos tóxicos.
e plaquetas estavam 121.000

Por a série vermelha estar aumentada, e o animal vomitando há duas semanas verificou-se que o animal estava desidratado e então foi submetido a fluidoterapia com glicose,vitaminas.

Foi feito também um US onde verificou-se o baço com tamanho normal sendo que na região da cabeça havia a presença de uma formação de contorno regular, com ecogenicidade reduzida (2,08x1,78cm).

Foi aconselhado uma cirurgia de esplenectomia.
No dia da cirurgia foi feito contagem plaquetária, de resultado 114.000mil/mm3

Após a cirurgia foi feito um imprint de um dos nódulos do órgão e enviado os nódulos para histopatologia.

No imprint foram observados grande quantidade de pequenos linfócitos, em diferentes fases de maturação.
Presença de plasmócitos, pouca quantidade de neutrófilos.macrofagos tambem foram observados.
Não foram observados sinais de malignidade.






No laudo histopatológico foram observados folículos linfóides hiperplasiados e coalescentes contendo linfócitos em diferentes fases de maturação e no interior dos folículos depósito de material eosinofilico, de entremeio aos foliculos evidenciou-se presença de plasmócitos, neutrófilos em pouca quantidade e grande quantidade de plasmócitos contendo corpusculos de Russel.Macrofagos tambem foram observados, em região adjacente ao tecido esplênico observam-se extensas áreas de congestão, hemorragia e presença de macrofagos contendo pigmento acastanhado.
concluindo-se: COMPATÍVEL COM HIPERPLASIA NODULAR ESPLÊNICO.

Uma semana após a cirurgia foi repetido o hemograma para controle.
O qual na série vermelha foi de:
Hemácias: 6,2 mil/mm3
Hemoglobina:13g/dl
Hematócrito:39%
Proteinas totais:6g/dl

Na série branca:
Leucócitos:8.300 mil
segmentados.5810 (70%)
linfócitos. 1411 (17%)
eosinofilos. 664 (8%)
monócitos. 415 (5%)
e agora as plaquetas que antes estavam 114.000 foi para 700.000


Nesse campo pode-se observar mais de 40 plaquetas!!!

É o maior dos órgãos linfáticos e faz parte do Sistema Retículo-Endotelial, participando dos processos de hematopoiese (produção de células sangüíneas), e hemocaterese (destruição de células velhas, como hemácias senescentes - com mais de 120 dias). Tem importante função imunológica de produção de anticorpos e proliferação de linfócitos ativados, protegendo contra infecções, e a esplenectomia (cirurgia de retirada do baço) determina capacidade reduzida na defesa contra alguns tipos de infecção. É um órgão extremamente frágil, sendo muito suscetível à ruptura, em casos de trauma ou ao crescimento (esplenomegalia) em doenças do depósito e na hipertensão portal.
O órgão se caracteriza por duas funções, a linfóide e a vascular, formando a polpa branca ou polpa lienal que é composta por folículos linfáticos, circundados pela polpa vermelha (wikipedia).

O baço representa um grande reservatório de linfócitos e exerce importante papel na formação de anticorpos, em especial a IgM, e pela síntese de fatores de complemento, sendo responsável por 25% a 30% da função fagocitária do sistema mononuclear fagocitário. (PETROIANU; NETO, 2006).
O baço possui uma capacidade de armazenamento significativa. Ocorre uma contração esplênica em resposta a estresse (exercícios, perda sangüínea, excitação) com uma elevação resultante no volume sangüíneo (BIRCHARD; FINGLAND,1986).
De acordo com DAY; et al., (1995), em diferentes doenças esplênicas investigadas a patologia mais encontrada e calculada em um relato de caso baseado em 87 cães, foi a de hemangiossarcoma com 38 casos, restando hiperplasia nodular benigna com 6 e hematoma com 16 casos, incluindo ainda hemorragia, congestão, hematopoiese extramedular e deposição de hemosiderina em 4 cães.
A hiperplasia pode ocorrer devido a uma reação antigênica e resposta a agentes
infecciosos como bactérias, rickettsias, protozoários e fungos, também pode resultar de uma série de doenças inflamatórias sépticas ou assépticas. Citologicamente há um aumento do número de macrófagos, plasmócitos, linfoblastos e pequenos linfócitos. Embora haja um predomínio de pequenos linfócitos, há também um aumento discreto de linfócitos médios e grandes. Há grandes agregados de estroma reticular com vários mastócitos e aumento da hemossiderose com grânulos escuros grosseiros (RASKYN & MEYER, 2003).
A esplenectomia é indicada no caso de torção esplênica, ruptura de baço, esplenomegalia sintomática ou massas esplênicas. O valor da esplenectomia é questionável em cães com distúrbios sangüíneos imunomediados, como no caso de
uma esplenomegalia causada por linfoma e em animais com leucemias. A esplenectomia é contra-indicada em pacientes com hipoplasia da medula óssea em que o baço é o principal sítio hematopoiético (COUTO & HAMMER 1997).
Lopes et al. (2006), em seu trabalho com cães parcialmente esplenectomizados observou diminuição significativa do hematócrito desde as 48 horas até 168 horas após a cirurgia. COUTO & HAMMER (1997) relataram que a diminuição média do hematócrito permaneceu pelo menos 15% abaixo dos valores de controle ao longo de seis meses posteriores à esplenectomia total. A diminuição do hematócrito após a esplenectomia provavelmente se deva à remoção do reservatório esplênico de eritrócitos (COUTO & HAMMER, 1997; POPE & ROCHAT, 1996).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

LINFOMA.FELINO.MAINE COON.MACHO.7 ANOS

O animal chegou à clínica com episódios emeticos,gengivite avançada histórico de insuficiência renal (creatinina.2,1mg/dl e uréia.59,1mg/dl) e apresentava um abscesso interdigital do membro posterior esquerdo e sempre era drenado,tratado e nunca cicatrizava.
Foi optado pela cirurgia para retirada dessa formação no dedo o qual em exame histopatológico revelou-se um mastocitoma bem diferenciado!
Após cirurgia começou a apresentar emese amarelada novamente,foi feito fluidoterapia,e feito glicemia (que foi de HIGH-não mensurado pois ultrapassava 300mg/dl)
creatinina novamente foi feito (resultado de 1,56mg/dl) Fosfatase Alcalina foi de <20U/l (referencia de 10-90U/l), ALT.<5U/l (10-80U/l) e colesterol 168mg/dl (100-280).
Administrado daonil por causa da glicemia.
e HEMOGRAMA o qual não teve alterações dignas de nota.
No US foi observado o fígado com estrutura grosseira, linfonodos ilíacos aumentados, linfonodo mamário aumentado, começou-se a suspeitar de metastase, cirrose hepática.
Iniciado tratamento com fluidoterapia, antibioticos, vitamina A e monitoração da glicemia.
Glicemia dois dias após estava 142mg/dl (60-140mg/dl) e após mais três dias estava 92mg/dl.
Repetido ALT.26,5U/l e FA.34U/l.

Foi feito sorologia para FiV/FeLV-Negativo e fluidoterapia em dias alternados com dois tipos de antibióticos,e plasil.O animal não parava de emagrecer

Dois dias após foi feito novamente creatinina.1,4mg/dl e FA.21,2U/l.
Hemograma que demonstrou uma discreta leucocitose de 19.300mil/mm3
neutrófilos segmentados de 16405 (85%) neutrofilia
linfócitos 2895 (15%)
eosinófilos 0 (0%)eosinopenia
monócitos 0 (0%)
e contagem plaquetária de 120.000 (trombocitopenia)
foi também observado uma moderada quantidade de linfócitos reativos e alguns vacuolizados.
na série vermelha pode-se observar uma discreta policromasia (alteração na coloração das hemácias) e anisocitose.

Nesse mesmo dia foi observado pelo proprietário uma massa em região abdominal, o qual não sabiam explicar o tempo de evolução pois não tinham percebido!


Foi realizado uma punção por aspiração por agulha fina dessa formação e enviado para citologia.
Após três dias foi realizado um novo hemograma que nos apresentou um hematócrito de 25% (abaixo para um felino acima de 1 ano), hemoglobina de 7g/dl (abaixo normal seria entre 8-15g/dl, proteinas totais de 7g/dl (6-8g/dl)
Os leucócitos agora estavam normais em 17.000mil/mm3
neutrófilos 15486 (89%)
linfócitos 1914 (11%)
eosinofilos 0 (0%)
monocitos 0 (0%)
e plaquetas de 370.000 (normais)
e ainda sendo observados linfócitos reativos e vacuolizados.

Na citologia do aspirado da massa abdominal pode-se observar LINFÓCITOS pequenos e grandes,citoplasma basofilico,relação n-ucleo-citoplasma menor,núcleolos evidentes,células binucleadas e figuras de mitose atipicas eram comuns, caracterizando assim um quadro de LINFOMA de pequenos e grandes linfócitos.






Foi iniciado quimioterapia com vincristina+prednisona+ciclofosfamida, não sendo observado mellhoras.
Em menos de duas semanas do inicio da quimioterapia o animal veio a óbito devido a uma parada cardiorespiratória.

O linfoma é uma neoplasia linfóide que em felinos afeta primariamente os linfonodos, ou outros órgãos como o baço, fígado, rins, timo.
Corresponde a cerca de 1/3 de todos os tumore em felinos.
Não apresenta predisposição racial/sexual, afeta animais de meia idade (7anos) e a incidência de sorologia positiva para FIV/FELV positiva é de cerca de 50% dos casos.

Os sinais clínicos são inespecificos, geralmente secundários à insuficiência renal crônica, tais como anorexia, depressão, polidpsia, poliúria, vômitos e diarréia.
A avaliação histológica do tecido é a técnica mais definitiva para o linfoma.

Sem tratamento, os gatos com linfoma não vivem por muito tempo, particularmente porque a maioria dos gatos está doente no momento do diagnóstico. Para os animais tratados, o prognóstico é muito variável e , em geral, imprevisivel em paciente individuais (MCNIEL, 1999).